A Boa e a Má Consciência
- patriciaberlatto
- 13 de jul. de 2023
- 2 min de leitura
Uma das 3 consciências que Bert relata, chama-se "Consciência Pessoal". Ela é vivida como um sentido por meio do qual percebemos diretamente o que é necessário para pertencermos à família ou a um grupo. É como o senso de equilíbrio, assim que nos afastamos do equilíbrio, nos sentimos mal e essa sensação nos leva a tentar corrigir nossa postura de imediato, para que possamos recuperar o equilíbrio e a estabilidade.
Quando alguém se afasta do que é “certo” para sua família ou em seu grupo, ou seja, quando precisa temer que poderá ser excluído do grupo devido à sua ação, fica com a consciência pesada. Como esta situação é muito desagradável, sua consciência pesada o leva a mudar seu comportamento, para que ele possa voltar a fazer parte do grupo.
Desse modo vivenciamos a consciência pessoal, como boa e má consciência. Na boa nos sentimos bem, e na má, nos sentimos mal. Quando vamos para a má consciência, nos deparamos com o medo de não pertencer, de ficar sozinhos e desprotegidos.
Portanto a nossa consciência fica atenta para que continuemos ligados a essas pessoas e a esses grupos. Por isso, a proporção da consciência não pode ser estimada. É o que também revela sua elevada importância na sociedade e cultura. Por nos unir apenas a determinados grupos e pessoas, excluindo outros, essa consciência é limitada.
Sentimos como boa consciência tudo o que assegura nosso pertencimento. De nosso próprio ponto de vista, não refletimos muito sobre se ela é realmente boa ou se pode até ser ruim para nós ou para os outros. Sem pensar, sentimos e defendemos o que consideramos bom, uma vez que só é percebido como boa consciência - mesmo quando para um observador fora dessa consciência, pareça estranho ou até ameaçador à vida de muitos.
Retirado do livro de Bert Hellinger, Meu trabalho, Minha vida
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